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Cascavel,18/06/2024

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Vander Piaia

Para onde vai o dólar?


Para onde vai o dólar? Reprodução Freepik

Nos últimas dias o dólar saiu de seu “sono” abaixo da cotação de R$ 5 para despertar com muito vigor, subindo para cotações que não atingia desde março de 2023. A pergunta que costuma ser dirigida aos economistas é: por que ocorrem oscilações tão rápidas na cotação de uma moeda?

A pergunta é fácil, a resposta é difícil, mas é possível traçar alguns parâmetros, especialmente no caso brasileiro. Vamos lá: como é sabido por aqueles que costumam acompanhar notícias econômicas mundo afora, a inflação continua sendo uma preocupação nos principais mercados mundiais, especialmente Estados Unidos e Europa. Para controlar a inflação, tais países adotam uma política de juros mais altos, fazendo com que seja interessante aos investidores comprarem títulos da dívida desses governos, pois pagam bem e são mais seguros. Mesmo que países emergentes como Brasil tenham taxas de juros ainda mais altas, os investidores calculam risco/benefício e decidem aplicar onde se ganha menos, porém há menor risco.

Alguém pode perguntar: mas tal cenário já não existia no ano passado? De fato, existia. Ocorre que no caso brasileiro, havia uma certa esperança que o orçamento do dito arcabouço fiscal fosse cumprido, ou seja, que as despesas pudessem ser cobertas pela arrecadação. Ocorre que está cada vez mais claro que o Brasil dificilmente conseguirá cumprir as metas fiscais. O próprio ministro Haddad deixou claro tal posição recentemente, dizendo que não vê maiores problemas se o “déficit primário extrapolar”. Logo, os investidores (ou para alguns, os especuladores) colocam um pé atrás: e se o Governo brasileiro não conseguir pagar os títulos que estou comprando?

Não obstante, o dólar é um dos indicadores, mas não o único. No entanto, quando o dólar começa a criar força e começar a buscar tetos mais altos, torna-se um claro sinal de que as coisas não vão bem.  É possível que o preço da moeda americana retorne a patamares melhores nas próximas semanas, pois além do fator Brasil existe também um movimento de grandes “players” querendo forçar o preço do dólar e assim ganhar na especulação. Mas isso só poderemos ter mais clareza com as cenas dos próximos capítulos.


- Vander Piaia é comentarista econômico e professor da Unioeste 





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