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Meio/Ideia: Aprovação de Lula cresce; rejeição a Flávio também
A oitava edição da pesquisa Meio/Ideia mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu seu melhor desempenho desde o início da série histórica do levantamento
Fotos: Mateus Bonomi/Anadolu e Marina Uezima/Brazil Photo Press, via AFP
A oitava edição da pesquisa Meio/Ideia mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu seu melhor desempenho desde o início da série histórica do levantamento. A aprovação do presidente subiu para 48,5%, enquanto a desaprovação recuou para 49%, a menor da série. A rejeição segue em alta, mas ficou menor que a de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pela primeira vez. O levantamento também aponta melhora na avaliação do governo e aumento da parcela dos entrevistados que considera que Lula merece um novo mandato. A pesquisa aponta ainda que o presidente mantém melhor desempenho entre mulheres, católicos e eleitores do Nordeste, enquanto enfrenta maior resistência entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul e Sudeste. Os dados foram coletados entre 31 de julho e 3 de agosto, antes da abertura das investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. (Meio)
Lula também segue com vantagem na disputa presidencial, segundo a pesquisa. No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 43% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%, Renan Santos (Missão), com 4,7%, e Romeu Zema (Novo), com 2,6%. No segundo turno, após um empate técnico em abril e uma vantagem numérica de Flávio em maio, o presidente passou à frente e agora registra 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador. Lula lidera com folga entre as mulheres, com 55% das intenções de voto, ante 34,5% de Flávio. Entre os homens, o cenário se inverte: o senador aparece com 52,2%, enquanto o presidente registra 41,5%. Veja a íntegra da pesquisa. (Meio)
Mais cruzamentos de dados desta rodada e das anteriores da pesquisa Meio/Ideia estão disponíveis para assinantes premium na plataforma interativa em nosso site. (Meio)
O levantamento ainda avaliou a percepção dos eleitores sobre a influência dos Estados Unidos na política brasileira. Segundo a pesquisa, 31,5% consideram que uma eventual contestação americana ao sistema eleitoral brasileiro seria prejudicial ao país, enquanto 29,8% discordam dessa avaliação. Outros 24,2% adotaram posição neutra. O estudo mostra ainda que um eventual apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro teria impacto limitado: 44,9% dos entrevistados afirmam que isso não aumentaria sua disposição de votar nesse candidato, ante 20% que dizem o contrário. (Meio)
Leia o artigo de Cila Schulman e Mauricio Moura, do Ideia, sobre o peso da atuação de Donald Trump na eleição brasileira. (Meio)
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta manhã (íntegra) também aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º turno: o presidente tem 39% das intenções de voto (eram 40% em julho) e Flávio sobe para 30% (28% em julho). Entre os demais nomes testados no mesmo cenário, Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem empatados com 4% cada, e Romeu Zema tem 2%. Indecisos caem de 11% para 10%; brancos, nulos e abstenção seguem em 8%. No confronto direto com Flávio no cenário de 2º turno, Lula tem 44% contra 39% do adversário — em julho a distância chegou a 8 pontos, 45% a 37%. Nos demais cenários de segundo turno, todos com Lula à frente: contra Ronaldo Caiado, o presidente tem 45% a 37%; contra Romeu Zema, 46% a 34%; contra Renan Santos, 45% a 35%. A aprovação do governo Lula apresentou estabilidade: 48% aprovam e 47% desaprovam o governo, terceiro mês seguido nesse patamar. Lula tem 52% de rejeição e Flávio segue mais rejeitado que o presidente: 54% não votariam nele, ante 57% em julho. (Meio)
O governo do presidente americano Donald Trump decidiu escalar as tensões que vêm marcando a relação entre Brasil e Estados Unidos e, em um ato sem precedentes, revogou o visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Viotti. A medida é uma retaliação direta à decisão brasileira de negar vistos a dois diplomatas americanos que pretendiam visitar o país antes das eleições e à demora na aprovação do indicado pelo presidente Donald Trump para a embaixada dos EUA em Brasília. Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a medida segue o princípio da reciprocidade e informou que a embaixadora não foi declarada “persona non grata”. Segundo o governo americano, Maria Luiza Viotti pode continuar exercendo o cargo de embaixadora em Washington, mas, caso deixe o território dos EUA, ela precisará solicitar um novo visto para retornar aos Estados Unidos. (Estadão)
Já o governo brasileiro classificou como “falsas” as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e acusou o governo americano de tentar interferir nas eleições presidenciais deste ano. Em nota, o Palácio do Planalto classificou a medida como parte de uma “escalada deliberada de ações hostis” contra o Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com a relação bilateral entre os dois países. (g1)
Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram como “chantagem” a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora. A medida foi anunciada oficialmente como resposta à demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” para que o ex-deputado estadual pela Flórida, Daniel Perez, assuma a embaixada dos EUA em Brasília. O nome de Perez já foi aprovado por uma comissão do Senado dos Estados Unidos, mas ainda aguarda votação no plenário da Câmara Alta americana. (g1)
Maria Luiza Viotti permanecerá nos Estados Unidos até nova orientação do Itamaraty. Na avaliação do governo brasileiro, a medida não configura expulsão do país, já que Viotti não foi declarada “persona non grata”. O entendimento é que ela continua amparada pelas garantias e imunidades diplomáticas. (Globo)
Eduardo Bolsonaro (PL) se reuniu com autoridades do governo Donald Trump dias antes de os EUA revogarem o visto de Viotti, conta Bela Megale. O blogueiro Paulo Figueiredo não estava presente, mas já havia sido comunicado sobre o cancelamento do visto da embaixadora. (Globo)
Confira uma linha do tempo da crise entre Brasil e EUA. (g1)
E o Brasil decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina e manter em Brasília o embaixador do Brasil em Buenos Aires enquanto o presidente Javier Milei prosseguir com ataques ao presidente Lula. A decisão foi comunicada oficialmente pelo Itamaraty ao embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi. A medida não equivale a uma expulsão formal, mas indica que a permanência de Raimondi no país deixa de ser considerada adequada. (g1)
No Meio Político dessa semana, exclusivo para assinantes premium, Creomar de Souza analisa como a ordem internacional criada após a Segunda Guerra Mundial passa por um processo de desgaste liderado pelos próprios Estados Unidos. Assine e leia a partir das 11h. (Meio)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, esclareça o empréstimo que recebeu da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e investigada pela Polícia Federal. Marcola, que deixou o Palácio do Planalto há duas semanas para integrar a equipe de campanha de Lula à reeleição, afirmou em nota que o valor foi um empréstimo pessoal, já quitado, e nega qualquer irregularidade. No Planalto, a avaliação predominante é que Marcola cometeu um erro, mas não um crime. (Folha)
O empréstimo foi utilizado para pagar contas pessoais de Marcola e chegou próximo dos R$ 250 mil. De acordo com investigações da Polícia Federal, Marcola encaminhava códigos de barras a Roberta Luchsinger para que os boletos fossem pagos. A PF também investiga a hipótese de repasses em dinheiro vivo. Os pagamentos foram identificados a partir de mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger. (Metrópoles
E o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito para investigar Lulinha, a pedido da Polícia Federal. A apuração envolve suspeitas sobre a atuação de um grupo em supostos negócios ilícitos relacionados a órgãos do governo federal. (g1)
Flávia Tavares. “Em poucos dias, a Polícia Federal pediu a abertura de três inquéritos contra Lulinha, filho do presidente Lula — e o Supremo autorizou todos. Mas o que essa investigação revelou foi uma queda de braço institucional entre o ministro André Mendonça e a cúpula da PF. Esses são escândalos reais por trás do fetiche do antilulismo”. A análise completa no Cá entre Nós. (Meio)
A campanha de Romeu Zema (Novo) confirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente na chapa do partido para a eleição presidencial. Com a definição, Girão deve retirar sua candidatura ao governo do Ceará. (g1)
Debates
Orlando Pedroso

A Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC) lança hoje um estudo com propostas para aprimorar os processos internos do Congresso Nacional. Intitulado “O Fortalecimento do Legislativo no Brasil: Contribuição para o aperfeiçoamento institucional do Congresso”, o documento é o segundo de uma série de policy papers voltados ao fortalecimento das instituições democráticas. (Meio)
Hoje, atravessar as eleições sem virar refém de bolha, militância ou cinismo pode parecer impossível. O Meio Premium te mostra que não: pesquisa própria validada no TSE, streaming com produções investigativas, além de produções especiais em texto que trazem bastidores, apuração e análises, assinadas por colunistas de diferentes áreas e posicionamentos. Esse é o nosso jeito de acompanhar a corrida sem escolher lado, porque discordar faz parte, virar guerra não devia. Assine o Meio Premium.

Viver
Após perceber aumento da procura, o Ministério da Saúde amplia a oferta de teleatendimentos para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, passando de 600 para até 100 mil por mês. O serviço conta com atendimento remoto e sigiloso por meio do aplicativo Meu SUS Digital, com orientação e acompanhamento profissional, além de suporte a familiares e pessoas próximas afetadas pelo problema das bets. (g1)
O último mês de julho foi o mais quente e um dos mais secos já registrados na França desde o início das medições em 1900. De acordo com o serviço meteorológico nacional francês, a temperatura média de 24,9°C superou os recordes anteriores das ondas de calor de agosto de 2003 (24,8°C) e de julho de 2006 (24,4°C). Desde o fim de maio, a França vem enfrentando seu quarto episódio de calor intenso, sendo duas ondas de calor apenas em julho e uma delas ainda continua. O país também passa por um déficit de chuva de quase 70%, agravando ainda mais a aridez dos solos. (Folha)

Cultura
Maior prêmio do cinema brasileiro, o Grande Otelo dividiu pela primeira vez a mais importante categoria, de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Com o maior número de indicações (18), O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Manas, de Marianna Brennand, foram os vencedores. Homem Com H, de Esmir Filho, levou a estatueta de Melhor Filme pelo Voto Popular e mais cinco outros prêmios, incluindo Melhor Ator para Jesuíta Barbosa. Veja a lista completa de vencedores. (CNN Brasil)
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo deve ser a maior de todos os tempos. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a RX Brasil esperam receber até 700 mil pessoas no Distrito Anhembi entre os dias 4 e 13 de setembro. Com 269 expositores, a feira literária vai ocupar 86 mil metros quadrados, uma expansão de 28% em relação à edição anterior. Entre os 350 autores confirmados, estão a inglesa Alice Oseman, a canadense Bal Khabra e a espanhola Elena Armas. Os brasileiros estão bem representados, com Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior e Socorro Acioli. (Globo)

Cotidiano Digital
A OpenAI iniciou um projeto piloto no Brasil, um dos três maiores mercados do ChatGPT em usuários ativos semanais, para exibir anúncios no serviço, direcionados a usuários maiores de 18 anos dos planos Free e Go, enquanto o Plus, Pro, Business, Enterprise e Education permanecem sem publicidade. Segundo a empresa, os anúncios serão veiculados em sistemas separados do modelo de linguagem e não influenciam as respostas da inteligência artificial. (Globo)
O serviço “Vivo Anti-spam”, ativado automaticamente em novas linhas da operadora, virou alvo de disputa entre as empresas de telefonia, com pelo menos sete companhias questionando na Anatel o bloqueio de milhares de chamadas legítimas, incluindo ligações de hospitais e serviços públicos. Segundo a Vivo, o sistema identifica e bloqueia contatos massivos e fraudulentos antes que cheguem aos clientes, mas empresas como a TIM, Adyl Telecom e Net2Phone alegam que o filtro também barra chamadas autênticas. A Anatel afirmou analisar os casos em busca de “equilíbrio setorial” e disse já ter aberto espaço para a defesa da Vivo. (g1)
O streaming do Meio traz séries e documentários originais que desafiam o que você acha que já sabe sobre o Brasil. Neste ano eleitoral, duas indicações: em Ponto de Partida, A Série — Nós, Brasileiros, os grupos sociais que decidem essa eleição e a origem dos partidos que tentam representá-los. Em Democracia: Uma História Sem Fim, você vê os desafios da democracia brasileira desde o fim da ditadura, não para reviver o passado, mas para entender o que está em jogo agora. Assista a esses e mais títulos.






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