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Cascavel,18/06/2024

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Editorial Paraná Oeste

Solidariedade vira ação no Rio Grande do Sul


Solidariedade vira ação no Rio Grande do Sul

Nosso vizinho, Rio Grande do Sul, está sob uma tragédia sem precedentes, com chuvas equivalentes ao que se espera num ano inteiro. O número de mortos e desaparecidos só aumenta. A extensão dos atingidos é a maior da história registrada pelo estado, sendo 295 dos 497 municípios atingidos.  Estradas foram cortadas pela força das águas, barreiras devastaram trechos de encostas, dificultando a chegada da ajuda até mesmo por meio dos helicópteros do exército.

Seguir tratando as mudanças climáticas como “eventos” é minimizar seus impactos. Não há normalidade no desastre permanente. Mas na sua presença quase irreversível, ele pode e deve ter seus impactos mitigados com treinamento da população para agir nessas situações, construção de rotas de fuga, plano de abrigamento para atingidos, centralização das informações e orientações às instituições e voluntários, além de políticas de arborização, recomposição de encostas e margens de rios, revisão de planos diretores. Já a solidariedade dos atingidos é intuitiva, pois resgatam vizinhos, colocam barcos à disposição, buscam tratores, oferecem casas.

A solidariedade é um ato humano e só a humanização dos nossos dias poderá combater tamanha devastação. Aquelas que têm treinamento e condições físicas e emocionais de se somarem às equipes de apoio da Defesa Civil, devem fazê-lo. Os demais – que não têm treinamento básico e para não se pôr em risco – devem dedicar-se às campanhas para recomposição das perdas materiais, afinal, nesses momentos, há corte de energia e de distribuição de água por questões de segurança – roupas, kits de higiene (incluindo fraldas, absorventes, escova e pasta de dentes, papel higiênico e alimentos).  Para quem perdeu tudo, todo gesto é grandioso. Quem não pode exercer presencialmente este processo, uma pequena doação faz toda a diferença.

E, por fim, é preciso incluir no nosso cotidiano o debate sobre a realidade em que vivemos: a crise climática como algo concreto, diário e em diferentes formas. O processo de educação é sempre o mais difícil. Mas é dessa educação que surge a exigência de medidas concretas como combater o negacionismo climático.




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