Padre Reginaldo Manzotti
Mensagem de Fátima
Filhos e filhas,
A treze de maio na Cova da Iria
No céu aparece a Virgem Maria
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria
“Não tenhais medo, não vos faço mal. Sou do céu”. Com essas palavras iniciais, Nossa Senhora interferiu na história humana para, num ambiente de guerra, trazer mensagens de paz e salvação. Já em sua saudação, repetiu o que seu Filho tantas vezes recomendou: “Não tenhais medo” (Mt 14,27).
No dia treze de maio de 1917, na Cova da Iria, em Fátima, o céu tocou a terra de forma especial. Em meio a um mundo ferido pela guerra, três pequenos corações foram escolhidos para acolher uma mensagem que atravessaria gerações. Ali, Nossa Senhora de Fátima manifestou-se com uma saudação que ecoa até hoje: “Não tenhais medo”. Palavras simples, mas profundamente necessárias para uma humanidade tantas vezes marcada pela insegurança, pela dor e pela incerteza.
Maria apareceu para consolar e orientar. Ela veio do céu para lembrar que Deus não abandona seus filhos. Veio como Mãe que vê o sofrimento da humanidade e se aproxima para cuidar, ensinar e conduzir. Sua presença em Fátima é um sinal claro de que, mesmo nos momentos mais difíceis da história, o amor de Deus continua agindo.
Os escolhidos foram três pastorinhos: Lúcia de Jesus, Francisco Marto e Jacinta Marto. Crianças simples, de coração puro, que acolheram com fé aquilo que muitos adultos teriam dificuldade de compreender. A eles, Maria revelou verdades profundas: a realidade do céu e do inferno, a necessidade da conversão e a urgência da oração.
Ao mostrar a importância do céu, Nossa Senhora reacende em nós o desejo da eternidade. Em um mundo tão voltado para o imediato, ela nos recorda que nossa vida não se limita ao que vemos. Existe uma promessa maior, um destino preparado por Deus para aqueles que perseveram no amor. Ao mesmo tempo, ela nos alerta sobre o perigo de uma vida distante de Deus, chamando-nos à responsabilidade pelas nossas escolhas.
A mensagem de Fátima é um convite à esperança. Maria fala da paz, não apenas da ausência de guerras externas, mas de uma paz que nasce no coração. Ela nos ensina que os conflitos do mundo começam dentro de nós e que somente um coração transformado pode gerar um mundo novo.
Quantas vezes buscamos soluções externas para problemas que são, na verdade, interiores? Nossa Senhora nos conduz a uma resposta simples e profunda: a conversão do coração. Quando permitimos que Deus transforme nossos sentimentos, nossas atitudes e nossas escolhas, tornamo-nos instrumentos de paz onde estivermos.
Entre todos os pedidos feitos por Maria, um se destaca de maneira especial: a oração do terço. Não como uma repetição vazia, mas como um caminho de encontro com Deus. Cada Ave-Maria é como um passo dado na direção do céu, uma respiração da alma que se abre à graça. O terço é uma escola de fé, um espaço de intimidade com Deus, um lugar onde aprendemos a confiar.
Que possamos acolher essa mensagem com um coração aberto. Que possamos redescobrir a força da oração, o valor da conversão e a beleza de uma vida voltada para Deus. E que, seguindo o exemplo de Maria, sejamos também instrumentos de paz, esperança e amor no mundo.
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti







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