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Cascavel,04/04/2026

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Jogadores mexicanos vão à justiça contra dirigentes do Cascavel CR

De acordo com pai de jogador, a promessa aos atletas era de que teriam direito a vagas no time principal, mas não passou de “uma fraude”

Fonte: Arquivo Pessoal
Jogadores mexicanos vão à justiça contra dirigentes do Cascavel CR

Por Juliet
Manfrin 

do Portal 24

O que era para ser a
realização de um sonho, jogar em uma equipe da primeira divisão do campeonato
paranaense de futebol, terminou com um pesadelo para três jovens mexicanos.
Eles desembarcaram em Cascavel em dezembro de 2019 para jogar no Cascavel Clube Recreativo (CCR),
alugaram um apartamento por seis meses e custearam as despesas, mas, na semana
passada, ou seja, duas semanas após a chegada, tiveram que voltar para casa
carregando nas malas a frustração de não ter entrado em campo.




A promessa, segundo Eloy Small Flowers, pai do jogador Dan Esau Small Sauceda
de 22 anos, nunca foi cumprida e não passou de “uma fraude”.  Ele é de
Monterrey, Nuevo Leon, México e é ex-jogador do clube Tigres da liga mx.




O pai reforça que o filho atleta e os outros pais se preparam para ingressar
com uma ação na justiça mexicana, contra os dirigentes do clube envolvidos na
transação. “Só queremos alertar sobre o que está acontecendo e que não sigam
enganando mais garotos com a promessa de que vão jogar em uma equipe da
primeira divisão, isso é completamente falso, estão enganando, pessoas estão
pagando, não dão comprovantes, então que isso sirva para não seguirem enganando
mais gente, meu filho está completamente derrotado e precisa esperar mais seis
meses para procurar uma nova equipe aqui no México”, reforçou.




COMO TUDO ACONTECEU


Eloy conta que tudo começou com o contato de pessoas que se apresentavam como
dirigentes do Cascavel CR lá
no México. “Roberto Chavez, veio ao México, ele é cidadão mexicano e se
apresentava como diretor técnico da Cascavel CR. Ele quem chegou até nós”.


Além dele, as negociações teriam sido acompanhadas, de longe, por Tony Di
Almeida, que é brasileiro.




Os três são jogadores profissionais com passagens por equipes importantes do
futebol mexicano, por isso, ir para um time da primeira divisão parecia algo
próximo da realidade de todos.




PROMESSAS


A promessa aos atletas era de que teriam direito a vagas no time principal, mas
para isso pagaram US$ 5 mil cada [cerca de R$ 21 mil], diluídos em duas
parcelas de US$ 2,5 mil cada para assegurar a colocação da equipe principal.
Ocorre que o pagamento mensal, segundo Eloy, deveria ser mantido pelos meses
seguintes.




Eloy reforça que Tony chegou a enviar um pré-contrato para que os jogadores
pudessem viajar, mas que não serviu para nada. Ainda de acordo com Eloy, em
momento algum foram entregues comprovantes dos pagamentos efetuados aos
dirigentes do CCR, uma vez
que todos foram em dinheiro vivo. “Eles chegaram a Cascavel há dois domingos e
os ignoraram, o Almeida [Tony] se escondeu e Roberto Chavez mentiu para eles
todos os dias”, reforçou.




Os jogadores não foram registrados, não entraram em campo e não treinaram com a
equipe principal. “Roberto Chavez não é o treinador da primeira divisão.
Eles treinaram sozinhos, mas o acordo era que eles treinariam e jogariam
na primeira divisão. Isso jamais aconteceu”, seguiu.




No pré-contrato, estava pressuposto, segundo o pai, que ao chegar a Cascavel, o
contrato oficial seria então firmado, o que também não ocorreu.


Em um primeiro contato que o Portal24
 teve
com Eloy, ele afirmou que jogadores e familiares estavam empenhados em localizar
 o proprietário
do clube. “Acho que ele não conhece os golpes que Tony Almeida e Roberto Chavez
estão fazendo”. Em uma segunda conversa com Eloy, ele disse que acabara de
receber a informação de que Tony seria um dos proprietários do clube.

“GAROTOS
PAGAM US$ 2,5 MIL/MÊS SÓ PARA TREINAR”


Os jogadores que regressaram ao México não são os únicos mexicanos em Cascavel.
“Há ainda em Cascavel de 4 a 5 crianças mexicanas treinando e que também estão
pagando para treinar, só para treinar, desde novembro. A promessa de que
jogarão na primeira divisão um dia, isso é mentira, eles dizem que primeiro vão
treinar e que um dia estrearão na primeira divisão, ou seja, eles pagam para
treinar. Os pais desses meninos também estão preocupados”, considerou, já que
para mantê-los aqui, a maioria conta com doações em seu país natal. “Todos
pagam US$ 2,5 mil por mês para treinar. São garotos que têm de 13 a 17 anos.
Alguns contam com a boa vontade de mexicanos do bem para ajudá-los a se manter
aí”, reforçou.




Eloy vai além, disse ainda ter procurado Nivaldo Missio, que é supervisor, mas
que esse afirmou não saber da situação nem dos encaminhamentos envolvendo os
atletas mexicanos. “O Cascavel CR pode alegar que eles foram embora, não
tiveram paciência para esperar, mas foi um golpe e os três jogadores voltaram
para o México porque foram ignorados no Brasil, nunca foram para a equipe
principal, foram enganados”, destacou.




O CASCAVEL CR


Tony Di Almeida disse à reportagem que não sabia do que se tratava o assunto e
que as permissões para os três jogadores atuarem não saíram há tempo para
que iniciassem suas atuações por aqui, pelo Cascavel CR. “Se voltaram [para
casa] essa história me é nova. Tenho visto alguma coisa nos grupos [redes
sociais], mas na verdade não sei de nada”, destacou.




Tony afirmou que Roberto Chavez de fato era o responsável pelos mexicanos. A
reportagem tentou contato por meio da assessoria de imprensa da equipe, mas não
obteve retorno.

Tony completou que não houve
problemas envolvendo os jogares que tenham sido originados do clube e
considerou: “os jogadores têm empresário e contrataram uma advogada em Brasília
para acelerar o processo das permissões de trabalho, mas elas não saíram [há
tempo para jogar]. Se existe alguma coisa errada é entre os mexicanos, não
entendo nada disso”, completou.




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