Saúde mental: quando e onde procurar ajuda em Cascavel?
Secretaria de Saúde de Cascavel possui atendimento gratuito para a população
Arquivo/Prefeitura Cascavel Tania Meira
O mês de conscientização da saúde mental está chegando ao fim, mas a campanha em prol da saúde mental segue durante todo o ano. O movimento baseado na implantação da cultura de uma saúde mental na humanidade, conhecido como “Janeiro Branco”, tem o intuito de incentivar essa cultura e chamar a atenção das instituições, autoridades e de todos os indivíduos para as necessidades relacionadas à saúde mental do ser humano. Este movimento social foi implantado em 2014 e vem, desde então, combatendo os tabus.
Janeiro foi escolhido justamente por ser um mês de reflexões, fechamento de ciclos e abertura para novos projetos e objetivos, já que é o primeiro do ano. A cor branca foi selecionada por, simbolicamente, representar uma folha em branco, a qual podemos projetar e escrever esperanças, sonhos e a história. Em 2023, o tema é “A vida pede equilíbrio” e a campanha sugere que todos se unam para conhecer os serviços relacionados ao tema e ajudar a quem precisa, diante de mudanças desafiadoras dos últimos anos.
Tratamentos psiquiátricos ou psicológicos tiveram um crescimento expressivo em todo o Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Grande parte dos atendimentos estão relacionados à depressão e ansiedade. Além disso, o uso de álcool e drogas também faz parte desses números, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que cerca de 720 milhões de pessoas sofrem com doenças mentais em todo o mundo.
Durante o período da pandemia, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram investidos mais de R$ 65 milhões na abertura de novos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS) e centros de acolhimentos em todo o País.
Em Cascavel, a busca também cresceu após a pandemia. Segundo a coordenadora da saúde mental, da Secretaria de Saúde de Cascavel, Ana Nascimento, a fila para atendimentos na área da psicologia no município é maior do que para atendimentos psiquiátricos, uma vez que os retornos aos atendimentos com psicólogos são mais frequentes: a cada 15 dias ou semanais. Ela destaca que os atendimentos têm alta de 15% a cada ano. Ana também ressalta a importância de dar o primeiro passo, procurando a unidade de saúde, onde o médico irá fazer a primeira avaliação e encaminhar para o serviço adequado. “Muitas vezes o médico do posto de saúde consegue fazer um atendimento que soluciona o problema”, afirma.
De acordo com a coordenadora a espera para o primeiro atendimento com especialista é de um a seis meses aproximadamente, já que cada caso é um caso. “Nós damos preferência para casos urgentes, como os de tentativa de suicídio, por exemplo”, é o que explica a chefe de setor, quanto aos prazos de espera.
Em Cascavel, os dados da Secretaria de Saúde informam que até setembro de 2022 foram mais de 7,3 mil atendimentos médicos de saúde mental e cerca de seis mil atendimentos psicológicos.
O setor faz as indicações para quem não se sentir bem, a partir de manifestações de algum problema psicológico. O indicado é procurar uma unidade de saúde mais próxima e, após o diagnóstico, o paciente será encaminhado para um atendimento de referência. São eles:
- Caps III - realiza prioritariamente o atendimento de pacientes com transtornos mentais severos e persistentes no público acima de 18 anos;
- Caps I - realiza o mesmo nserviço, mas em crianças e adolescentes;
- CapsAD - atende pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas. Esta é a unidade de referência que presta o serviço de atenção psicossocial a crianças e adolescentes;
- Casm - atua como ambulatório de saúde mental para atendimento de pacientes com transtornos mentais acima de 18 anos;
- SIM-PR - serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com transtorno mental, decorrente do uso e dependência de substâncias psicoativas, acima de 18 anos.







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