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Cascavel,03/11/2026

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bom dia. se o ano fosse um livro, estaríamos nos dois últimos capítulos. ainda dá tempo de virar a trama, resolver um conflito e até mudar o final. só não vale fechar o livro antes da hora.


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Qual será o recado dos americanos a Trump?

(Imagem: Sarah Grillo | Axios)

Enquanto você volta à rotina pós-feriado, os americanos vão às urnas para escolher os novos integrantes do Congresso. As chamadas midterms podem mudar o equilíbrio de forças no Legislativo e os rumos do governo Trump.

  • As eleições de meio de mandato renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Mesmo não sendo para presidente, o resultado deve mexer no cenário político do país.

Só para ter ideia de como a coisa está quente, 51,3 milhões de americanos já haviam votado até sábado — um recorde de votos antecipados. Lembre-se que, por lá, é permitido votar antes do dia oficial, seja pelo correio ou em locais de votação.

Quem leva a melhor: Republicanos ou Democratas? 🐘🫏

As projeções das pesquisas apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.

  • Segundo a pesquisa New York Times/Siena College, os democratas aparecem à frente em 6 dos 7 estados decisivos para a disputa pelo Senado. Em Iowa, os candidatos estão tecnicamente empatados.

  • Na Câmara, o BTG projeta 96% de probabilidade de maioria democrata. No Senado, o cenário-base do banco prevê 51 cadeiras democratas e 49 republicanas.

  • Nos mercados de predição, a probabilidade de vitória democrata na Câmara está na casa dos 90%. No Senado, a probabilidade de maioria democrata varia de 65% a 72%.

Histórico a favor dos democratas: Desde o fim da 2ª Guerra, o partido do presidente em exercício perdeu na Câmara em quase todas as midterms. As únicas exceções foram 1998, com Bill Clinton, e 2002, com George W. Bush.

O que mudaria caso os EUA passem por uma ‘onda azul’

Um possível controle das duas Casas pelos democratas reduziria o espaço de Trump para aprovar suas pautas, sem falar que ampliaria a pressão na fiscalização sobre sua gestão.

Uma derrota republicana também poderia abrir caminho para uma nova tentativa de impeachment do presidente. Por lá, a aprovação de um impeachment não equivale, necessariamente, à remoção do presidente do cargo.

🇧🇷 O efeito chega por aqui? O resultado pode chegar pela cotação do dólar e pelos juros dos EUA. Uma vitória democrata deve reduzir expansão de gastos, aliviando a pressão sobre os juros americanos — o que pode aliviar a pressão sobre nossos juros indiretamente.

Por outro lado, uma vitória republicana daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras.

Nota de rodapé: O termo gerrymandering ganhou força nos últimos dias por lá. A palavra se refere à manipulação dos mapas eleitorais — maneira que se distribuem e somam os votos — para favorecer um partido. Nove estados fizeram mudanças, sendo que 7 favoreceram republicanos e 2 democratas.


ECONOMIA

Rumores em torno da Selic tornam reunião do Copom ainda mais relevante

(Imagem: SBT News | Reprodução)

A reeleição de Lula mexeu com os planos da Faria Lima. Nos dias pós resultado das urnas, o Ibovespa acumulou uma queda de 18,12% — a maior desde março de 2020. Nesta semana, a atenção se volta para a reunião do Copom para definir os juros.

  • Antes do segundo turno, as opções negociadas na B3 indicavam mais de 70% de chance de redução dos juros em novembro. Depois da vitória de Lula, a probabilidade de manutenção da taxa em 13,75% chegou a 68,8%.

Agora, chegou mais um alerta ao mercado: o economista e cocriador do Plano Real, André Lara Resende, teria encontro marcado com Lula nos próximos dias para apresentar sua proposta de reduzir a Selic, segundo Lauro Jardim.

Por que o mercado não gostou do rumor: Em um artigo recente, Lara Resende defendeu que o problema das contas públicas está nos altos juros. Isso porque, quanto maior a taxa de juro do país, mais o governo paga de juros da dívida, que hoje somam R$ 1,4 trilhão por ano, cerca de 10,5% do PIB. As contas sem os juros ficam perto do equilíbrio, com déficit de 0,4% do PIB, segundo projeção do FMI.

(Imagem: the news)

Na visão dele, a saída é reduzir a Selic — hoje em 13,75% — para perto de 7,5% ao longo de 12 meses, independente da inflação. A partir disso, um conselho definiria metas de contas públicas e de inflação, e o Banco Central manteria a Selic entre a meta de inflação (3%) e o crescimento nominal da economia (cerca de 5,5%).

O economista reconhece que a redução poderia provocar uma alta inicial da inflação. Para conter uma eventual desvalorização do real, Resende propõe recorrer às reservas internacionais do Banco Central.

  • Em post no X, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) classificou o artigo como “fundamental”.

Após a reação do mercado com a possibilidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que nenhuma dessas ideias está na mesa do presidente, e que não há reunião agendada com Lara Resende.

Do lado do mercado, gestores de dois grandes bancos disseram que a medida levaria à dominância fiscal e ao fim da autonomia do Banco Central, cenário que classificaram como "desastre".

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MUNDO

O que eles sabem que nós não sabemos?

(Imagem: The Simpsons | Reprodução)

Essa pergunta virou legenda de posts virais dos últimos dias, com listas de países mandando estocar comida e alertas de ataques cibernéticos pelo mundo. O medo tem um ponto de partida real, mas mistura fato com boato.

Na madrugada de segunda, freezers de supermercados em sete países europeus esquentaram, e alguns teriam chegado a 50°C. Uma das fabricantes diz que foi um ataque hacker.

  • Não seria o primeiro: Em outubro, segundo a polícia francesa, hackers assumiram o controle da refrigeração de até 700 supermercados do país, causando perda de alimentos e até incêndios.

Outra conversa tomou as redes: Em outubro, o Reino Unido pediu que as famílias estoquem comida e água para pelo menos três dias. Nos EUA, o tema ganhou força depois que veio à tona um plano do Pentágono para as bases militares funcionarem sozinhas por 90 dias — uma meta que vale para os quartéis, não para civis.

Então, o que eles sabem?

Os governos dizem abertamente o que os preocupa: tensões geopolíticas, ataques cibernéticos a serviços essenciais e eventos climáticos extremos. A ideia, inclusive, não é nova: no ano passado, a UE já tinha recomendado estoques para 72 horas.

  • Sem alarme novo: O governo britânico diz que a campanha ‘Be Ready’ não responde a nenhuma ameaça específica, e a Comissão Europeia afirma que a ideia não é assustar, mas tranquilizar.

E os Simpsons, rs? Tem episódio, sim. Em um capítulo de 2023, Lisa conta sobre um apagão mundial num 17 de novembro. O boato já tinha circulado em 2024, e o mundo seguiu ligado na tomada. Agora voltou porque, nessa data, os EUA fazem um teste nacional de alertas de emergência.


 
SAÚDE

A obesidade avançou no SUS

(Imagem: Mohamed Hassan | Reprodução)

Um dado do Ministério da Saúde mostra uma virada no SUS. Pela primeira vez, os adultos com obesidade superaram os com sobrepeso entre os atendidos na rede básica. São 11,1 milhões de pessoas, uma alta de 259% desde 2016.

  • Qual a diferença? As duas são medidas pelo IMC (índice de massa corporal), a divisão do peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). O sobrepeso vai de 25 a 29,9, e a obesidade começa em 30.

Essa linha faz diferença. A obesidade é tratada como doença crônica, ligada a mais de 240 outras doenças, de alguns tipos de câncer a problemas no coração. Hoje, ela atinge 36,4% dos adultos acompanhados na rede básica, contra 25,1% em 2016.

🗺️ Em 24 das 27 unidades da federação, já há mais atendidos com obesidade do que com peso adequado. O Rio Grande do Sul tem a maior taxa de obesidade, 42,6%. Em 18 estados, pelo menos 70% dos atendidos estão com excesso de peso, somando sobrepeso e obesidade.

O nó está no tratamento 🪢

Segundo o presidente da Federação Mundial da Obesidade, o SUS precisa lidar com a falta de remédios, profissionais capacitados e um protocolo único para a doença, além da bariátrica ser um procedimento restrito aos casos graves. Assim, a maioria fica sem amparo, e quem consegue operar ainda enfrenta filas.

🌍️ O problema é global: Segundo o levantamento MAPS II, os governos oferecem pouco apoio financeiro ao tratamento da obesidade, com notas entre 1 e 3 em uma escala de 0 a 10. Na prática, isso faz muitos pacientes terem que arcar com os custos do tratamento, dificultando o acesso para pessoas de baixa renda.


 
BRASIL

Um tour pelas manchetes desta manhã

(Imagem: Ricardo Stuckert | Reprodução)

Sem sucessor. Segundo fontes próximas, Lula decidiu abrir suas opções para o comando da Casa Civil — considerada a pasta mais importante do Planalto. Inicialmente, a vaga estava entre Fernando Haddad e Camilo Santana, mas o presidente teme que a escolha seja interpretada como uma indicação antecipada de sucessor.

Bets, de novo? A pedido do ministro Luiz Fux, do STF, representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública participam hoje de uma audiência sobre os impactos da MP das bets. Entidades do setor acionaram a Corte para tentar derrubar a medida. Representantes de clubes de futebol também foram convidados para a discussão.

Presidência do Senado. Apesar da aproximação do PL com Alcolumbre, o partido da oposição deve anunciar, ainda nesta semana, Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado. O PL terá a maior bancada da casa a partir de 2027, mas não é o suficiente para cravar uma vitória — vai ter muita articulação nos bastidores dos dois lados até fevereiro.

Recorde negativo. A quantidade de inadimplentes no Brasil alcançou a marca histórica de 84,2 milhões de pessoas. Desde 2020, a inadimplência cresceu 34,17% e só no último ano aumentou 6%. O valor acumulado dessas dívidas com o sistema financeiro nacional chega a R$ 597,4 bilhões.

VR e VA. Até o dia 7 de novembro, cartões de vale-refeição e vale-alimentação de diferentes operadoras deverão ser aceitos em qualquer maquininha habilitada para esse tipo de pagamento. Hoje, a aceitação depende de contratos e redes específicas.


OPINIÃO DO LEITOR

E: 4% | D: 6% | Enquete votada por 1.478 leitores na edição de 02/11/26 | Saiba mais aqui.

Alguns votos + comentários de leitores sobre a edição de ontem:

(Imparcial) “Continue assim, sem direcionar lado mais sim focado no conteúdo e trazer a verdade ao leitor. Pra mim tem sido o melhor meio de informação real sem maquiagem. Ótimo trabalho continue assim parabéns a toda equipe por todo trabalho.”

(Esquerda) “Tendência para esquerda.”

(Direita) “Gosto do The News, mas ainda acho que vcs tendem a ir mais para o lado da direita, isso me entristece.”

 
Vote abaixo e comente em seguida. Sempre lemos todos.

Na sua visão, a edição de hoje foi imparcial?

 
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