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Senado aprova fim da escala 6x1 a 11 dias do 2º turno
O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), nas votações
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Foto: Carlos Moura / Agência Senado
Após uma longa tramitação, o Senado aprovou a toque de caixa na noite desta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), nas votações. A aprovação representa uma vitória política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que transformou o fim da escala 6x1 em uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Durante a votação, a oposição tentou modificar o texto para excluir da redução proporcional da jornada trabalhadores que já cumprem menos de 40 horas semanais por determinação de legislações específicas. A emenda, que obrigaria o texto a voltar para a Câmara, acabou sendo retirada após um acordo entre os senadores. (g1)
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretende insistir na aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que permita a contratação de trabalhadores com remuneração por hora, caso seja eleito presidente. Segundo o parlamentar, a proposta criaria uma alternativa ao modelo tradicional de contratação previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (CNN Brasil)
Entenda os principais pontos da proposta que acaba com a escala 6x1 aprovada pelo Senado. (g1)
Mais cedo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu a análise da PEC da Segurança Pública e encaminhou o texto ao plenário. A proposta, cujo texto-base havia sido aprovado em setembro, ainda não tem data definida para votação, mas poderá ser analisada ainda hoje. (Folha)
O alinhamento entre Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não se limitou às PECs da escala de trabalho e da segurança. A Câmara aprovou a elevação do teto de renda dos microempreendedores individuais (MEI) e o perdão de dívidas desse grupo. Com o apelo popular dessas medidas a emparedando, a oposição só conseguiu reagir na segurança, com uma proposta que reduz a maioridade penal para 16 anos. (Folha)
William Waack: “A tramitação do fim da escala 6x1 no Congresso é o triunfo da emoção eleitoral sobre a razão. Pois se faz sentido estabelecer na Constituição limites de horas trabalhadas por semana, não faz nenhum estipular ali como serão distribuídas”. (Estadão)
Míriam Leitão: “O mercado de trabalho é muito complexo, há os autônomos, os informais, os MEI. Contudo, no mundo inteiro, a tendência tem sido as 40 horas. O passo que o Brasil está dando é o de uma modernização que já houve em inúmeros países” (Globo)
A primeira pesquisa Quaest do segundo turno mostra Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente Lula. A pesquisa revela diferenças importantes no perfil dos eleitores dos dois candidatos. Flávio registra 60% das intenções de voto entre evangélicos, contra 28% de Lula. O senador também aparece à frente na região Sul, por 61% a 30%, e entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, por 53% a 39%. Lula, por sua vez, concentra maior apoio no Nordeste, onde tem 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. O presidente também lidera entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, por 53% a 36%, e entre eleitores pretos, por 51% a 39%. (g1)
Flávio Bolsonaro voltou atrás e confirmou que participará do debate com o presidente Lula marcado para domingo, na TV Bandeirantes. A decisão foi anunciada menos de 24 horas depois de o senador afirmar que não compareceria ao encontro. Na terça-feira, durante um evento em São Paulo no qual diretórios estaduais do MDB anunciaram apoio à sua candidatura, Flávio havia descartado a participação no debate de domingo. (g1)
Pedro Doria: “A onze dias do segundo turno, Lula, Flávio Bolsonaro e até o TSE tiraram as luvas. Vale tudo na reta final: promessa de Pix que só chega depois da eleição, decisões judiciais que tiram canais do ar e debates transformados em blefe político. A disputa segue aberta, os candidatos radicalizam suas estratégias e, no fim das contas, a única luva que ainda importa é a do eleitor”. A análise no Ponto de Partida. (Meio)
A Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, apresentou respostas diferentes a pedidos de criação de propaganda eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo testes realizados, o sistema recusou solicitações de cartazes para o presidente, mas produziu peças semelhantes para o senador. Em uma das tentativas, a ferramenta se negou a gerar uma imagem com a inscrição “Lula 13”, sem apresentar justificativa. Em contrapartida, atendeu a um pedido de cartaz verde e amarelo com o nome “Flávio 22”. Questionada a Meta negou que houvesse intenção de beneficiar um candidato. (Folha)
A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta sob a suspeita de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos durante o segundo turno da eleição presidencial. (g1)
Já o Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar possíveis irregularidades na moderação de conteúdos políticos pela Meta. A apuração foi instaurada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão após uma representação apresentada por organizações da sociedade civil como Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. As entidades reuniram mais de mil relatos de bloqueios, remoções e suspensões de contas durante o período eleitoral de 2026. (CNN Brasil)
Enquanto isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, autorizou que o canal “Exército de Lula” voltasse ao ar antes das 48 horas determinadas anteriormente por ele. A decisão veio depois que a coligação do presidente Lula pediu que a corte eleitoral suspendesse pelo mesmo prazo o canal no WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), para igualar o tratamento dado aos dois canais. A maioria dos ministros do TSE vê nas decisões do ministro um engajamento explícito a favor de Flávio Bolsonaro e uma tentativa de “cavar” uma intervenção do STF em pautas eleitorais, conta Luísa Martins. Por isso, alguns magistrados do TSE alertaram ministros do Supremo, como Flávio Dino e Gilmar Mendes, a não reagir. (Folha)
O primeiro governo de um Bolsonaro por pouco não desaguou num golpe de Estado. O que podemos esperar de um eventual segundo? No Meio Político desta semana, exclusivo para assinantes premium, Christian Lynch avalia, a partir da experiência anterior e do histórico de Flávio Bolsonaro, o que pode representar a volta da extrema direita ao comando do país. Faça agora uma assinatura premium e acesse imediatamente o Meio Político.
Na quarta-feira, 21, sai a última Pesquisa Meio/Ideia antes do segundo turno. Os assinantes do Meio Premium recebem o relatório à meia-noite, sete horas antes desta newsletter, e têm acesso exclusivo à versão interativa, na qual cada um cruza os recortes que quiser. É o último retrato do eleitorado antes da urna, feito pela pesquisa que acompanha a eleição desde janeiro. A assinatura custa R$ 15 por mês e não tem fidelidade. Assine para receber primeiro.

Viver
O papa Leão XIV pediu aos fiéis que continuem rezando por sua saúde após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor maligno no pulmão direito. O apelo foi feito em uma mensagem divulgada nesta quarta-feira, na qual o pontífice também agradeceu pelas manifestações de apoio recebidas. Na mensagem, o papa lamentou não ter podido participar de compromissos recentes e agradeceu às famílias e aos representantes da Igreja pelas orações e pelo trabalho realizado durante sua ausência. “Peço-vos por favor que rezai por mim, enquanto eu rezo por vós”, escreveu Leão XIV, que encerrou a mensagem concedendo sua bênção apostólica aos fiéis. (g1)
Uma fotografia de uma elefanta carregando o corpo de seu filhote morto, registrada na Namíbia, venceu o concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano de 2026. A imagem, intitulada “As Consequências”, é de autoria do fotógrafo italiano Federico Veronesi. O resultado foi anunciado pelo Museu de História Natural de Londres, responsável pela premiação. A fotografia foi escolhida entre um recorde de 65.403 inscrições enviadas por profissionais e amadores de 121 países e territórios. Segundo Kathy Moran, presidente do júri, a imagem se destaca tanto pelo impacto emocional quanto por revelar aspectos do comportamento e da cognição animal. Ela classificou a cena como um registro de grande força e sensibilidade. (g1)
Panelinha no Meio. Cozinhar com cerveja é sempre muito bom, inclusive podemos até botá-la na receita. Como nesta carne moída com pimentões vermelhos e molho de cerveja preta — mas use sempre uma de boa qualidade; se não serve para beber, não serve para cozinhar.

Cultura
Numa semana parca em estreias, um jovem em busca dos restos mortais do pai no fundo do mar acaba engolido por um cachalote e tem 60 minutos para conseguir sair — sério, esse é o argumento de Dentro da Baleia. Mas não é só. Chris Evans e Anya Taylor-Joy estrelam a comédia sombria Sacrifício, que debocha das elites supostamente bem-intencionadas. Confira todas as estreias e veja os trailers no site do Meio.
O Prêmio Jabuti divulgou os cinco finalistas de cada uma das 23 categorias da edição de 2026. No romance literário, concorrem Itamar Vieira Junior, com Coração sem Medo, Milton Hatoum, com Dança de Enganos, Aline Bei, com Uma Delicada Coleção de Ausências, e Eliana Alves Cruz, com Meridiana. Em poesia, Adélia Prado aparece com O Jardim das Oliveiras. Em biografia e reportagem, Ruy Castro, vencedor do ano passado, concorre com Trincheira Tropical, ao lado de Tárik de Souza, com um livro sobre João Gilberto, e de Virginia Starling, com a biografia de Zuzu Angel. Em tradução, a nova versão de Os Irmãos Karamázov, de Cecília Rosas e Lucas Simone, também está na final. O vencedor de cada categoria recebe R$ 5 mil. Já o livro do ano leva R$ 70 mil, além de uma viagem a uma das quatro principais feiras literárias do mundo, à escolha do autor. (Folha)

Cotidiano Digital
O governo publicou uma medida provisória que obriga as operadoras de telefonia a autenticar as ligações e permite o bloqueio de chamadas não verificadas, com o objetivo de reduzir os golpes e o telemarketing abusivo. A autenticação funciona como um selo digital que confirma se a ligação vem mesmo do número que aparece na tela do celular. Com isso, fica mais difícil para golpistas exibirem o nome de um banco enquanto ligam de outro número, por exemplo. Nas chamadas autenticadas, o nome da empresa deverá aparecer na tela. A MP também considera abusivo fazer mais de mil ligações por número no mesmo dia quando pelo menos 85% delas não forem completadas ou durarem até seis segundos. (UOL)
A OpenAI está acusando um ex-funcionário que foi para a Apple de ter enviado mais de 100 arquivos sobre um produto ainda não lançado da empresa para uma conta pessoal e de ter apresentado esse produto à alta direção da Apple meses depois. A acusação está em um novo documento do processo que corre na Justiça federal americana. Para a OpenAI, existe o risco de que seus segredos comerciais sirvam de base para os próximos produtos da concorrente. A Apple afirma que tem regras para impedir que novos funcionários usem informações sigilosas de empregadores anteriores e diz não ter encontrado provas das acusações. (Reuters)
O WhatsApp começou a testar no Android a possibilidade de agendar o envio de mensagens, recurso que já existe em aplicativos de trabalho como o Teams e o Slack. A novidade foi encontrada pelo site WABetaInfo na versão de testes do aplicativo, disponível apenas para um grupo restrito de usuários. Com o recurso, quem quiser agendar um recado precisa manter o botão de enviar pressionado até aparecer a opção de dia e horário. O envio pode ser marcado para dez minutos depois ou para até duas semanas à frente, mas cada mensagem tem de ser programada separadamente. O WhatsApp não informou quando a função chegará a todos os usuários. (Estadão)
O dia 25 se aproxima, e a incerteza sobre o rumo que o país vai tomar deixa muita gente ansiosa. O Clube Meio Eleições é o espaço para dividir angústias, debater cenários e pensar o que vem pela frente, e não sozinho: com especialistas. Nesta quinta-feira, às 19h, recebemos Christian Lynch, cientista político e colunista do Meio, para uma conversa ao vivo sobre o segundo turno e seus desdobramentos. Ainda não é membro? O Clube faz parte do Premium+Cursos. Atualize a sua assinatura e participe.








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