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Nunes Marques empurra o TSE para o centro das campanhas
No domingo, atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele determinou a retirada do ar do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, que já conta com 4 milhões de membros e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) em apoio ao presidente
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi empurrado no feriadão para o centro de uma polêmica na campanha eleitoral por atos de seu presidente, o ministro Kassio Nunes Marques. No domingo, atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele determinou a retirada do ar do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, que já conta com 4 milhões de membros e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta divulgação de notícias falsas. Ao fazer isso, Nunes Marques atropelou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE e relator da ação de Flávio, que no sábado havia dado um prazo de 72 horas para que o senador prestasse novas informações. No início da noite de domingo, Cueva anulou a decisão de Nunes Marques, numa decisão classificada por Flávio como “complacência com fake news”. (UOL)
Na segunda-feira, Kassio Nunes Marques voltou à carga, determinando que a área técnica do TSE investigasse o “Exército de Lula” em busca das notícias falsas denunciadas pelo candidato do PL, mas os técnicos não encontraram esse conteúdo, embora apontassem “riscos eleitorais” e preocupação com a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno das eleições. O presidente do TSE também tirou de circulação um jornal produzido pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Goiás e Distrito Federal, que comparou os programas de Lula e Flávio Bolsonaro. Questionado sobre o impasse, Lula criticou as decisões, dizendo que o presidente do TSE “não pode ter lado”. Nunes Marques e André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral, foram indicados ao STF por Jair Bolsonaro. (g1)
Com a polêmica e sob a acusação de falta de isonomia no TSE, Nunes Marques convocou para hoje uma reunião com representantes das campanhas de Lula e de Flávio. Desde 5 de outubro, o tribunal recebeu ao menos 85 ações com pedidos de remoção de conteúdos produzidos pelo adversário. Levantamento do UOL aponta que as decisões da Corte eleitoral são mais rápidas em favor de Flávio Bolsonaro do que de Lula. (UOL)
E deputados do PT encaminharam ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de investigação de Nunes Marques por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. (CNN Brasil)
A sequência de decisões de Nunes Marques provocou incômodo em uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, eles avaliam que o presidente da Corte está engajado na campanha de Flávio Bolsonaro. Em agosto, o ministro foi criticado por censurar uma pesquisa Atlas/Bloomberg apontando a queda do candidato do PL após a divulgação de que ele pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. (Folha)
Transformada em tema de campanha pelo boato de que seria destituída do posto de Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida foi disputada em seu feriado pelos dois candidatos ao Planalto. O presidente Lula (PT) participou pela manhã de uma missa na capela do Palácio da Alvorada e defendeu o respeito às religiões. “Este pequeno ato religioso que nós fizemos aqui. Sobretudo em um instante em que Nossa Senhora é ofendida por alguns religiosos que não sabem respeitar a religião dos outros”, disse Lula. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é evangélico, compareceu à Catedral de Brasília acompanhado da esposa e do candidato a vice, Alfredo Gaspar. “Hoje é só para agradecer a Deus, agradecer a todo mundo que está orando, que está rezando pelo nosso Brasil”, disse o candidato. (g1)
Composta principalmente por jovens, uma manifestação de apoio a Lula ocupou no domingo doze quarteirões da Avenida Paulista, no Centro de São Paulo. Acompanhado do vice Geraldo Alckmin, de governadores, parlamentares e aliados, o presidente pediu um esforço à militância para convencer quem não compareceu no primeiro turno a votar no segundo. Uma novidade na manifestação foi o trabalho pesado dos “fandoms” — grupos de fãs de diferente artistas — para arregimentar participantes, a ponto de Lula dedicar o primeiro agradecimento “aos fandoms do Brasil”. Após o evento, Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, divulgaram um vídeo fake associando a manifestação ao uso de drogas, mas a imagem seria de fora do Brasil. A campanha do PT acionou o TSE, que determinou a retirada do vídeo. (UOL)
Por determinação da Presidência da República, o sobrevoo de drones durante o ato na Paulista foi proibido. Com isso, o Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, do Cebrap e da More in Common Brasil, não pôde calcular o número de participantes. Segundo as entidades, é o terceiro ato de campanha de Lula com veto a drones. (Folha)
Uma falha no carregamento das propagandas eleitorais nesta segunda-feira deixou sem áudio o vídeo de Flávio Bolsonaro. De acordo com o TSE, tanto o vídeo do senador quanto o do presidente Lula (PT) subiram sem a faixa de som, mas como a propaganda do petista foi exibida depois, houve tempo hábil para identificar e corrigir o problema. (CNN Brasil)
Mariliz Pereira Jorge: “Depois de um primeiro turno arrasador para a direita, parte da esquerda achou uma culpada para os tropeços do governo: a primeira-dama. A ex-senadora Kátia Abreu reclamou do espaço que Janja ocupa no Planalto, mas o movimento para culpá-la pela paralisia da articulação política, pela comunicação falha e pelo distanciamento do PT do eleitor da periferia é a versão brasileira da velha ‘Síndrome de Yoko Ono’. O que essa narrativa faz? Infantiliza Lula”. Confira a análise na coluna De Tédio a Gente Não Morre. (Meio)
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e que está em prisão domiciliar. Na decisão, entretanto, Moraes mantém a proibição de ações político-eleitorais e a divulgação, inclusive por terceiros, de manifestos e declarações do ex-presidente. As visitas estavam suspensas desde julho, após Flávio divulgar nas redes uma carta do pai. O senador diz que pretende fazer a primeira visita ainda nesta terça-feira. (Poder360)
Jair Bolsonaro não levou a cabo sua tentativa de golpe de Estado porque os comandantes do Exército e da Aeronáutica se recusaram a aderir à trama, como foi relatado no julgamento no STF. Agora, conta Marcelo Godoy, os generais acreditam que, caso seja eleito, Flávio Bolsonaro terá uma postura mais moderada, sem buscar vingança contra os militares que não apoiaram a trama golpista. (Estadão)
Divulgada nesta manhã, a pesquisa BTG/Nexus (íntegra) mostra, no voto espontâneo, Flávio Bolsonaro (PL) com 48%, contra 46% de Lula. Já no estimulado, Flávio tem 48% e Lula 45%. Ambos os resultados estão dentro da margem de erro de dois pontos. Sobre o comparecimento no segundo turno, 85% dos entrevistados já decidiram que irão votar, e 6% estão propensos a comparecer. Somente 4% estão inclinados ou decididos a não votar. (Meio)
O PL estuda liberar sua bancada no Senado para a votação da PEC que substitui a escala de trabalho 6x1 pela 5x2, no que deve ser seguido por outros partidos de oposição ao governo. A informação é do senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco de oposição da Casa. A previsão é de que a primeira votação aconteça na quarta-feira e que a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresente um requerimento para que a segunda votação aconteça em seguida. A coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro — que critica a mudança na escala e defende o pagamento por hora — preferia a abstenção, mas os senadores do PL acham melhor se posicionar sobre o tema, uma das bandeiras do presidente Lula. (Globo)
Até o dia 25, o feed de cada um vai ficar mais barulhento, cada lado com sua certeza e cada vídeo com sua indignação. O Meio vai seguir fazendo o que faz há dez anos, devagar o bastante para entender e com todos os lados na mesma mesa. Quem mantém esse jornalismo de pé são os assinantes do Meio Premium, e é com eles que o Meio atravessa o segundo turno sem militar por ninguém. O Brasil não cabe no seu feed. Seu lugar é o Meio. Assine.

Viver
Utilizadas para o controle de obesidade e diabetes, os medicamentos análogos e agonistas do GLP-1 como a semaglutida e a tirzepatida, as canetas emagrecedoras, têm sido avaliados por cientistas e médicos para o controle de álcool e drogas. Estudos recém publicados no The Lancet e no British Medical Journal apontam eficácia dos medicamentos nessas aplicações. Médicos do Brasil e do exterior já prescrevem as drogas no chamado uso off-label, fora da bula de indicação, porém permitido na prática médica. Especialistas alertam que mais estudos são necessários para ratificar os medicamentos no tratamento de vícios. (Globo)
O papa Leão XIV, de 71 anos, anunciou no domingo que será submetido a uma cirurgia hoje após a descoberta de um nódulo em seu pulmão durante um exame médico. “O nódulo está em estágio inicial e bem localizado no meu pulmão”, disse ao público ao final de sua bênção dominical, na Praça de São Pedro, em Roma. A comunicação demonstra um nível incomum de transparência por parte do papa. Por séculos, a Igreja guardou a saúde dos pontífices com sigilo. (Estadão)
Panelinha no Meio. Com o calor começando a voltar, saladas são uma opção refrescante para as refeições. E em sua maioria são tão deliciosas quanto rápidas de fazer, como esta salada de pepino com uvas e iogurte, que ainda leva hortelã e sementes de romã para sofisticar.

Cultura
O Festival do Rio premiou em sua edição de 2026 A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias. A obra foi escolhida como melhor longa nacional de ficção. Ambientado em Recife, o filme levou ainda o Prêmio Felix, destinado a produções LGBTQIA+. O enredo fala de um rapaz que passa a noite em busca de encontros com outros homens em manguezais da cidade. Já Elza, de Eryk Rocha, recebeu o prêmio de melhor documentário por retratar a vida da cantora Elza Soares, morta há quatro anos. O documentário mescla a própria voz da artista com arquivos históricos. (Folha)
A ópera Macabéa, inspirada no best-seller A hora da estrela, de Clarice Lispector, estreia no dia 29 de outubro, em Nova York, antes de chegar ao Brasil. A avant-première do espetáculo tem composições de Suzanne Farrin e libreto de Sergio Chejfec. Por aqui a estreia está programada para 2027. (Globo)
Morreu nos EUA, aos 34 anos, o ator RJ Mitte, que interpretou Walter Jr. em Breaking Bad. Assim como o seu personagem na série, Mitte tinha paralisia cerebral e sua atuação de destaque ajudou a conscientizar o público sobre a representatividade de pessoas com deficiência. O ator também presidia a ONG Mitte Foundation. O ator Bryan Cranston postou em suas redes: “Eu o amava e aproveitei profundamente cada momento ao seu lado”. Cranston incentivou pessoas que tenham pensamentos suicidas a buscar apoio. “Há esperança”, disse. (Variety e g1)

Cotidiano Digital
A Meta anunciou nesta segunda-feira o lançamento de dois novos modelos de inteligência artificial, chamados de Muse Wonder e Muse Wonder Full. A novidade busca aumentar a competitividade da empresa na disputa com a OpenAI, do ChatGPT, e a Anthropic, do Claude. Segundo a Meta, o Muse Wonder será integrado em breve ao Muse, assistente pessoal de IA, para usuários que pagam uma assinatura. Já o Muse Wonder Full, versão mais poderosa da tecnologia, está disponível para assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial voltada para a programação. (Techcrunch)
Paralelamente, a Meta proibiu anúncios da ByteDance, dona do TikTok, no Facebook e no Instagram nos Estados Unidos e em outros seis países, entre eles Canadá, Japão e Indonésia. A regra, que já está em vigor, também barra propagandas de outras empresas que levem o usuário para o TikTok. Em nota, a Meta afirmou que não precisa divulgar um concorrente que tenta tirar usuários dos seus aplicativos e que recusar esse tipo de serviço é uma prática comum em qualquer setor. (The Verge)
Para ler com calma. A empresa de cibersegurança Bitdefender descobriu que celulares Android baratos e cópias de marcas famosas estão saindo de fábrica com um vírus instalado no sistema, capaz de controlar o aparelho antes mesmo do primeiro uso. O malware atinge modelos com processadores MediaTek vendidos em sites de comércio eletrônico e já foi encontrado em milhares de aparelhos em mais de 150 países. Disfarçado de programa do próprio sistema, ele instala aplicativos falsos que simulam cliques em anúncios sem que o dono perceba e ainda usa a conexão do celular para transmitir o tráfego de internet de terceiros. Como o código fica gravado na memória de fábrica, restaurar as configurações originais não resolve o problema. (Estadão)

O que explica a onda de direita no Congresso? Na última Edição de Sábado, exclusiva para assinantes Premium, Flávia Tavares conversa com Lara Mesquita, professora na FGV-EESP e pesquisadora do Cepesp, que mostra onde a virada foi mais nítida e derruba certezas com dados. E Yan Boechat conta como a disputa por um estreito no Mar Vermelho virou a nova guerra do Oriente Médio. Para descontrair, celebramos a Semana Mundial do Espaço com os melhores sites de fotos do Universo. Leia a edição completa.








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