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Cascavel,07/08/2026

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Padre Reginaldo Manzotti

Família: dom de Deus e vocação

Agosto é o mês vocacional e nele celebramos a família e a paternidade


Família: dom de Deus e vocação

Filhos e filhas,

Neste primeiro boletim do mês de agosto, dedicado às vocações, quero recordar que toda vocação é preciosa e indispensável para a vida da Igreja. Porém, pela proximidade do Dia dos Pais, desejo refletir de modo especial sobre a vocação à paternidade.

A família foi chamada por Deus a ser sinal do amor, da comunhão e da fraternidade, colaborando com Sua obra criadora. Nesse contexto, o papel dos pais é essencial, pois a eles foi confiada a missão de formar homens e mulheres conscientes, responsáveis e firmes na fé. São os primeiros educadores e os legítimos representantes de Deus diante dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos do Evangelho.

Ser pai vai muito além de transmitir a vida biologicamente. A paternidade é um dom e uma missão que se realiza no cotidiano da família. É uma verdadeira vocação, um chamado para cooperar com o projeto de Deus na criação e na educação dos filhos. Por isso, no segundo domingo de agosto, em pleno Mês Vocacional, celebramos o Dia dos Pais e damos início à Semana Nacional da Família.

Que grande honra para um pai ser chamado pelo mesmo nome com que Jesus nos ensinou a dirigir-nos a Deus: Abá, Pai, Paizinho. Mas essa honra também traz uma enorme responsabilidade, pois é por meio da figura paterna que muitos filhos constroem sua primeira percepção de quem é Deus.

A importância da paternidade é tão grande que o próprio Deus quis que Seu Filho, ao vir ao mundo, tivesse um pai terreno. São José foi escolhido para exercer essa missão junto ao Menino Jesus, tornando-se exemplo de amor, proteção, trabalho e fidelidade ao Senhor.

Ser um verdadeiro pai não é tarefa fácil em um mundo marcado por tantos contra valores, onde, muitas vezes, o amor é confundido com aquilo que se pode oferecer materialmente. No entanto, os filhos necessitam muito mais do que conforto e bens. Precisam de presença, carinho, afeto, diálogo, dedicação, bom exemplo, orientação e, quando necessário, da correção feita com amor. Como ensina o Livro do Eclesiástico:

"Aquele que ama o seu filho, castiga-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde! Aquele que dá ensinamentos a seu filho será louvado por causa dele. E nele mesmo se gloriará entre os seus amigos! Aquele que educa o filho torna o seu inimigo invejoso e entre seus amigos será honrado por causa dele. O pai morre e é como se não morresse, pois deixa depois de si um seu semelhante. Durante a sua vida viu o seu filho e nele se alegrou; quando morrer não ficará aflito. Não tem do que se envergonhar perante seus adversários. Pois deixou em sua casa um defensor contra os inimigos. Alguém que manifestará gratidão aos seus amigos. Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas." (Eclo 30,1-7)

A ausência da figura paterna na vida das crianças e dos jovens pode deixar lacunas e feridas profundas. Muitos dos desafios enfrentados pelas novas gerações estão relacionados à falta de exemplos, de referências sólidas, de proximidade e de amor no ambiente familiar. Por isso, é fundamental reconhecer a beleza, a importância e o caráter insubstituível da presença do pai na formação dos filhos e na construção de famílias alicerçadas nos valores do Evangelho.

Que Deus, pela intercessão de São José, fortaleça todos os pais, concedendo-lhes sabedoria, coragem e perseverança para viverem plenamente essa nobre vocação.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti



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