Jesus como referencial de vida

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Cascavel,30/04/2026

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Padre Reginaldo Manzotti

Jesus como referencial de vida


Jesus como referencial de vida

Filhos e filhas,

 

A maturidade de uma vida em Cristo consiste em viver, cada vez mais plenamente, as três virtudes teologais: esperança e caridade. Em outras palavras, amadurecer na fé é aprender a crer, esperar e amar.

 

A meta, o ideal do cristão batizado, é tornar-se alguém que crê, que espera e que ama. O grande problema é que perdemos o referencial; muitas vezes temos a impressão de que não existe um modelo a seguir, e cada um passa a criar o seu próprio caminho. Mas Jesus deve ser o nosso referencial de vida. Ele é o homem plenamente maduro na fé, porque viveu na plenitude essas virtudes: Ele crê, espera e ama.

 

O atributo do Pai é ser criador; do Filho, ser Redentor; do Espírito Santo, ser santificador. Já o atributo do inimigo é enganar. Foi assim desde o princípio, com os primeiros pais no paraíso: fez parecer bom aquilo que era mau e levou Adão e Eva ao engano. Ainda hoje, a sua maior ação é esta: confundir, seduzir, apresentar o mal com aparência de bem, até mesmo na nossa busca por Deus.

 

Sabemos o que é o mal, o que é o pecado, mas muitas vezes o vivemos porque nossa vontade está enfraquecida, nossa força diminuída, e somos atingidos pelos sentidos.

 

Por isso, precisamos do discernimento, essencial para quem deseja crescer na maturidade espiritual. São Paulo fala da armadura de Deus e afirma que a espada do Espírito é a Palavra (cf. Ef 6,10-20). Essa espada corta, desmascara, remove a ilusão e revela a verdade sobre aquilo que somos, desfazendo as falsas ideias que criamos sobre nós mesmos.

 

Um caminho concreto de discernimento é observar o início, o meio e o fim dos pensamentos. É preciso perceber se o princípio, o meio e o fim de uma intenção, de uma ação ou de um pensamento são bons e puros. Isso revela se somos movidos pelo Espírito de Deus ou por um espírito mundano.

 

Até mesmo na caridade é preciso atenção. Devemos nos perguntar a real razão de cada gesto. Podemos fazer algo aparentemente bom, mas se a motivação for vaidade ou desejo de reconhecimento, já não vem de Deus.

 

Por isso, é necessário vigiar o curso dos nossos pensamentos e ações. Se tudo nos conduz ao bem, há ali a presença do bom espírito. Mas, se no caminho se perde a paz, a serenidade, a retidão, ou se o resultado final é algo menor ou desordenado, é sinal de que o mau espírito está agindo e colocando em risco a nossa caminhada.

 

É preciso vigiar, discernir e confrontar nossas verdades com a verdade de Cristo, para não vivermos enganados.

 

Deus nos convida para um banquete, onde podemos nos sentar à mesa, mas muitas vezes nos contentamos com migalhas. Não fiquemos com os farelos quando o banquete está diante de nós.

 

Deus quer nos dar mais, quer nos saciar, quer viver mais profundamente conosco. Permitamos que Ele aja.

 

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti



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