Juliano Gazola
Eu, o líder que entrelaça destinos
Quando olho para Elias e Eliseu, percebo que Deus não está interessado em líderes isolados — Ele está interessado em linhagens. Interessado em continuidade. Interessado em relacionamentos que geram destino. E isso fala profundamente comigo, porque ao longo da minha vida aprendi que nada grandioso acontece sem encontros que nos moldam, sem mentores que nos corrigem, sem discípulos que nos desafiam, sem alianças que nos sustentam. Um conselho, preste muita atenção ao encontrar mentores, muita!
Elias lançou um manto, mas Eliseu precisou largar tudo. Para mim, isso sempre foi um alerta espiritual e um princípio de gestão: não há como abraçar uma nova fase mantendo vivos os velhos bois. Não há como assumir um manto carregando arados antigos. Não há como falar em alta performance quando tolero hábitos, vícios, comportamentos, crenças e estruturas que pertencem à versão passada da minha liderança.
Estou tendo que sacrificar meus próprios bois. Queimar meus próprios arados. Rompendo ciclos internos de acomodação para viver um novo nível de maturidade. E continuo fazendo isso. Porque liderança não é um cargo — é uma travessia. Não é um status — é um processo contínuo de renunciar ao que me prende e agarrar o que me impulsiona.
Eclesiastes 4 me lembra diariamente que ninguém se sustenta sozinho. O “cordão de três dobras” é mais do que uma metáfora; é uma lei da vida. Eu só permaneço firme porque tenho pessoas que me levantam quando eu caio, que me aquecem quando eu esfrio e que lutam ao meu lado quando as batalhas apertam. A liderança que eu acredito não é solitária; ela é construída em camadas de confiança, verdade e compromisso. E olha, que por tempos, atuei como lobo solitário. Chega.
E então surge Barnabé — um dos maiores mentores da história — para me ensinar algo ainda mais profundo. Não basta identificar talentos; é preciso cultivar destinos. Não basta apoiar vencedores; é preciso acreditar nos improváveis. Eu aprendi que um líder não é medido pelo número de campeões que encontrou, mas pelo número de campeões que ele formou. Quando atuei como executivo, gostaria de ter me atentado a isto bem mais cedo. E se Paulo e Marcos existiram como gigantes, é porque Barnabé os sustentou quando ninguém mais acreditava.
Isso me confronta como líder. Me faz perguntar: quem são os “Marcuses” que Deus colocou no meu caminho para eu levantar? Quem são os líderes emergentes que precisam da minha paciência, da minha firmeza, da minha visão? Quem está uma queda distante do fracasso — e ao mesmo tempo um gesto distante da redenção? Liderar é ver além do agora. É enxergar quem alguém pode ser daqui a cinco, dez ou vinte anos.
Eu me comprometo com isso. Com formar pessoas. Com entrelaçar destinos. Com construir alianças verdadeiras. Com sustentar a cultura pela força dos relacionamentos. Com ser um líder que gera líderes — aliado aos resultados.
Se você deseja mergulhar nessa visão e desenvolver uma liderança verdadeiramente transformadora, venha para a Mentoria em Bioliderança e Cristocracia®.
E siga meus conteúdos em @jggazola e @cristocracia_oficial.








COMENTÁRIOS