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Cascavel,21/02/2024

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Unioeste expõe projeto sobre destino de resíduos no setor agropecuário

Pesquisas científicas estão sendo expostas durante o Show Rural


Unioeste expõe projeto sobre destino de resíduos no setor agropecuário Divulgação

A implantação de políticas e práticas sustentáveis nos setores produtivos da sociedade é uma realidade impossível de escapar. Por isso, levar esse conceito para atividades produtivas no meio rural e urbano é um desafio constante. É nessa direção que a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) alinha pesquisas realizadas no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola – PGEAGRI, no Campus de Cascavel. O PGEAGRI tem na ciência e nos seus métodos para colaborar com políticas exequíveis para um mundo de olhos voltados à economia circular.

Nos principais aliados nesta política estão as pesquisas realizadas no Laboratório de Análise de Resíduos Agroindustriais (LARA) e no Núcleo de Engenharia Agrícola (NEA), que são destaque no 36ª Show Rural Coopavel, evento que abre oficialmente o calendário do agronegócio nacional, em Cascavel, no Oeste do Paraná, 5 a 9 de fevereiro. A Unioeste está com um espaço de exposição no evento, um dos mais importantes na área tanto no Brasil como no exterior.

Os dois núcleos de pesquisa contribuem há anos com experiências de pesquisa pura e aplicada, tanto no aproveitamento de resíduos de origem rural, como urbano.

Uma das coordenadoras do trabalho é a Professora Doutora Mônica Sarolli Silva de Mendonça Costa, incansável no trabalho de tornar a pesquisa científica grande aliada com as políticas de produção com sustentabilidade. 

A professora explica que as pesquisas estão cada vez mais voltadas para meio ambiente sustentável. No Lara, por exemplo, são realizados trabalhos de caracterização química, física, físico-química e biológica de resíduos orgânicos in natura e após sua estabilização por meio dos processos de compostagem, vermicompostagem e digestão anaeróbia. 

O Laboratório tem espaço para realização de experimentos com reatores anaeróbios de bancada (60 m2) e uma casa de vegetação (40 m2) para experimentos envolvendo desenvolvimento de plantas com uso de resíduos orgânicos estabilizados. “O mundo todo já foi impactado pela necessidade de tomar atitudes mais sustentáveis para o meio ambiente em diversas instâncias, seja nas cidades, seja na exploração de combustíveis, seja na produção de alimentos. O agronegócio tem papel fundamental para fazer com que o mundo consiga essas políticas”, frisa a pesquisadora. 

Mônica explica que atividades produtivas geram resíduos e emissões que afetam os ecossistemas em diferentes escalas e habitats. “Atualmente os pesquisadores buscam inovações capazes de evitar os desperdícios e reduzir as emissões, além de promover a economia circular e reduzir impactos negativos. O aproveitamento de resíduos provenientes do abate de frangos por meio dos bioprocessos e o uso dos produtos na produção vegetal apresenta resultados promissores”.

Os resíduos in natura são caracterizados no laboratório para determinar o método mais adequado de destinação em consonância com a economia circular. O trabalho pressupõe a segregação dos resíduos domésticos orgânicos nas fontes geradoras.

A professora diz que a troca realizada durante o Show Rural traz inúmeros benefícios para a Unioeste, tanto na área de pesquisa pura, como também na pesquisa aplicada, com possíveis parcerias. 

Durante o evento, o setor se une numa cruzada para que o setor produtivo realize efetivamente políticas para economia circular, biomassa, biogás e biofertilizante, mostrando as possíveis tendências de transformação e potenciais de uso dos materiais orgânicos, oriundos dos efluentes da agropecuária. 

Atualmente, os resíduos gerados durante o abate de frangos são destinados ao processo de compostagem.  Na cadeia produtiva são gerados, basicamente, resíduos de incubatório, cama de matrizeiro, lodo de flotador, tripa celulósica, ração inadequada para consumo, carvão e cinza. Além da compostagem, alguns destes resíduos apresentam potencial de produção de biometano, gerando economia para a agroindústria. 

Quem é a pesquisadora 

Mônica Sarolli Silva de Mendonça Costa.   

Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE (1991), Mestrado em Agronomia (Energia na Agricultura) [Botucatu] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1994), Doutorado em Agronomia (Energia na Agricultura) [Botucatu] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005) e Pós-Doutorado (Agronomia) pelo Instituto Superior de Agronomia da Faculdade Técnica de Lisboa (2012). Atualmente é professora associada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus de Cascavel, docente dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Agrícola. Tem experiência na área de Engenharia Agrícola e Agronomia, com ênfase na valorização de Resíduos Orgânicos, atuando principalmente nos seguintes temas: compostagem, vermicompostagem, digestão anaeróbia, uso agrícola de resíduos orgânicos estabilizados.

Assessoria





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