Seja bem vindo
Cascavel,16/07/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Padre Reginaldo Manzotti

Chagas gloriosas


Chagas gloriosas

Filhos e filhas,

 

Todo o mês de julho dedicamos ao Preciosíssimo Sangue e Nossa Senhora do Carmo, Madrinha da Obra Evangelizar é Preciso, dedicarei uma mensagem a essas devoções no tempo apropriado.

 

Hoje, quero dedicar esse texto a São Tomé, Apóstolo, e eu carinhosamente o chamo de Apóstolo das Santas Chagas celebrado pela Igreja dia 03 de julho. Ele é muito conhecido por ser o incrédulo, aquele que precisa “ver para crer”, mas esse fato que o torno famoso está em uma das passagens bíblicas que fundamenta a Devoção de Jesus das Santas Chagas, mais precisamente no Evangelho segundo São João, capítulo 20, versículos 24 a 29:

 

“Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!

Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!” (Jo 20,24-29).

 

Baseado nesse texto, Tomé somos eu e você. Tomé é todo aquele que carrega uma certa suspeita, uma indecisão, mas devemos sempre nos lembrar, antes da profissão de fé vem a dúvida: “nós vimos o Senhor” Tomé disse: “se eu não ver a marca dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o dedo na marca dos pregos e se eu não colocar a minha mão no lado dele eu não acreditarei”.

 

Agora, frente a essa situação, como é a ação de Jesus, sempre movido pelo amor. Com as atitudes, ele diz: se isso for preciso, eu vou tirar a tua dúvida Tomé, se for preciso te dar esse sinal, eu atenderei o seu pedido. Jesus poderia ter ressuscitado sem marca nenhuma, mas quis manter as marcas da crucificação. Como escreve Santo Agostinho: “Cristo transpassado por nós e pregado com os cravos sobre a cruz, descido da cruz e sepultado, é a nossa salvação. Ele ressuscitou do sepulcro, curado dos ferimentos e mantendo as cicatrizes”.

 

Suas chagas gloriosas tornam-se para os discípulos, além da comprovação de que era o Mestre ressuscitado, também cura para a incredulidade, que o apóstolo Tomé teve a coragem de verbalizar, mas certamente, a dúvida deveria estar também no coração dos demais.

 

Tanto que outros santos da nossa Igreja falaram sobre essa grande profissão de fé, que faço questão de transcrever aqui:

 

Santo Agostinho: “Jesus quis de fato ajudar seus discípulos ao manter suas cicatrizes, para curar nos seus corações as feridas da incredulidade”.

 

Santo Ambrósio escreveu: “Quem duvida que seja verdadeiro o corpo carnal de Jesus, apresentado aos apóstolos para ser tocado, no qual permaneceram os sinais dos ferimentos e os traços das flagelações? Com isso não só nossa fé é fortalecida, mas se exalta também a devoção. Ele ao invés de apagar dos seus membros os ferimentos que recebeu por nós, quis levá-los ao céu para mostrar ao Pai o preço da nossa libertação. E é neste estado que o Pai o entroniza à sua direita, enaltecendo o troféu da nossa salvação”.

 

Pelas suas Chagas fomos curados, pela sua cruz fomos libertados.

 

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti



COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.