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Cascavel,21/02/2024

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‘Voltamos à guerra’, diz Israel


‘Voltamos à guerra’, diz Israel

Israel retomou na manhã desta sexta-feira os bombardeios à Faixa de Gaza após o fim da trégua de uma semana com o Hamas. De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o grupo terrorista não cumpriu os compromissos de libertar todas as mulheres sequestradas nos atentados de 7 de outubro e lançou foguetes contra cidades no sul de Israel. “Voltamos à guerra”, disse uma fonte ligada ao governo israelense. Já o Hamas responsabilizou Israel pelo reinício das hostilidades e reafirmou o interesse em manter a trégua – o Catar, que mediou o acordo, diz que as negociações continuam, mas que os novos bombardeios as tornam mais difíceis. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, 32 pessoas morreram desde a retomada das hostilidades. (Haaretz)

O Hamas libertou ontem mais oito israelenses, mas disse ter problemas para localizar uma quantidade de reféns que cumprisse os termos do acordo com Israel. Por outra parte, 30 palestinos foram soltos de prisões israelenses, seis a mais do que previa a negociação de três para um. (CNN)

Três pessoas foram mortas e 16 ficaram feridas após dois atiradores abrirem fogo em um ponto de ônibus em Jerusalém ontem. Os dois terroristas, cujos nomes não foram divulgados, eram irmãos, viviam no lado oriental da cidade. Dois soldados fora de serviço e um civil armado que estavam perto do local reagiram e mataram os atiradores. (BBC)

E o  presidente Lula confirmou ontem que há um brasileiro entre os reféns do Hamas e que negocia a sua libertação. Nas redes sociais, a embaixada do Brasil em Israel informou que o embaixador Frederico Meyer se encontrou, ontem, com “a irmã do único brasileiro refém em Gaza”. Apenas o brasileiro-israelense Michel Nisenbaum, de 59 anos, está oficialmente desparecido. (Folha)

Os representantes de 54,98% das ações da Petrobras aprovaram ontem, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mudanças no estatuto social da empresa, o que pode abrir caminho para indicações de políticos à administração da estatal. As mudanças referentes aos administradores não serão implementadas de imediato porque, na véspera, o Tribunal de Contas da União (TCU) expediu decisão cautelar determinando que a Petrobras não registre as alterações até que julgue o mérito da questão. Por pressão do representante da União, Ivo Timbó, a AGE mudou o texto sobre indicação à diretoria de pessoas que tivessem conflito de interesse com a União ou com a própria companhia, de forma que só fossem considerados conflitos “expressamente previstos em lei”. Como na legislação não há especificação sobre todos os casos que podem ser caracterizados como conflito de interesses, isso pode abrir espaço para qualquer indicação. (Valor e Globo)

Durante visita do presidente Lula à Arábia Saudita nesta semana, o Brasil foi convidado a entrar como aliado na Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep+). Segundo o Palácio do Planalto, o governo ainda não respondeu. Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que Lula “confirmou nossa carta de cooperação” a partir de janeiro. (Folha)

A primeira sondagem para o Brasil ingressar na Opep+ ocorreu após a visita do secretário-geral do cartel, Haitham Al Ghais, ao Brasil, em outubro. Segundo o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, o país tem até junho para dar uma resposta. (Globo)

A duas semanas da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o ministro da Justiça, Flávio Dino, está em plena campanha para ter confirmada sua indicação ao STF. E já escolheu os primeiros alvos: evangélicos e parlamentares indecisos. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) está articulando um encontro do ministro-candidato com a bancada religiosa, que foi crucial para a aprovação de Cristiano Zanin, o primeiro indicado do presidente Lula ao Supremo. Ela vem batendo na tecla de que Dino, como Zanin, é um conservador nos costumes, tema caro aos evangélicos. (Folha)

Enquanto isso... Interlocutores do ministro têm procurado “sentir o pulso” de seus dois mais ferrenhos opositores no Senado, Sergio Moro (UB-PR) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como conta Bela Megale, o Zero Um resiste à aproximação, antevendo que, uma vez no STF, Dino será mais um ministro hostil a seu pai. Já o ex-juiz da Lava Jato é mais receptivo e promete “cortesia e educação” na sabatina. (Globo)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, articulam uma alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Senado limitando a atuação de ministros da Corte. A estratégia é resgatar um projeto mais ameno que a PEC, elaborado a partir de propostas feitas em 2020 por uma comissão de juristas comandada pelo próprio Gilmar. Pela PEC, por exemplo, ficam proibidas decisões individuais de ministros, salvo em casos de habeas corpus, enquanto o projeto as permite, durante o recesso do Judiciário, em caso de “extrema urgência, perigo de lesão grave e excepcional interesse social” e baseada em jurisprudência pacificada da Corte. (Estadão)

A Procuradoria-Geral da República pediu o afastamento do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), por suspeita de integrar uma organização criminosa que causou prejuízos de até R$ 11,7 milhões ao estado. O pedido foi feito na última terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico. Além de Cameli, 12 pessoas – incluindo dois irmãos do governador – foram denunciadas por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. (Metrópoles)

Meio em vídeo. O deputado federal André Janones (Avante-MG) foi acusado de “rachadinha” em seu gabinete, mas não considera sua atitude ilícita. Essa percepção bem equivocada é um dos pontos da pesquisa do economista Dan Harley, que mostra que mesmo pequenas corrupções do dia a dia têm um impacto social e econômico enorme na sociedade. Confira o que pensa Mariliz Pereira Jorge em De Tédio a Gente Não Morre. (YouTube)

O fim de um século

Tony de Marco


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Viver

A Conferência Climática das Nações Unidas (COP28) começou ontem com o anúncio de mais de US$ 400 milhões em doações de países ricos ao fundo climático de perdas e danos. Todos os países em desenvolvimento poderão ser beneficiados, mas haverá um piso para os menos desenvolvidos e pequenas ilhas, que podem até desaparecer diante das mudanças do clima. Anfitriões, os Emirados Árabes Unidos são um dos principais doadores, com US$ 100 milhões, igual à Alemanha. Estados Unidos vão destinar US$ 17 milhões e União Europeia, € 225 milhões (US$ 245 milhões). Criado na COP27, o fundo pretende arrecadar US$ 100 bilhões anuais. (Estadão e Folha)

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou em Dubai, onde participa da COP28, cinco editais no valor de R$ 20,85 bilhões para financiar projetos de transição energética, bioeconomia, infraestrutura e mobilidade. “Não temos como enfrentar o aquecimento global e as mudanças climáticas sem ciência e tecnologia.” (Folha)

Com uma agenda lotada na COP28, o presidente Lula chegou a Dubai para cumprir 26 compromissos em um intervalo de 32 horas. Serão 16 encontros hoje e outros dez no sábado. (Folha)

Um em cada quatro municípios da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) sofre com a ação de 22 facções criminosas brasileiras e estrangeiras. A informação faz parte do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, divulgado ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em função dessas atividades ilegais e dos conflitos entre quadrilhas, a taxa de mortes violentas nessa região é 45% maior que a média nacional, enquanto as apreensões de cocaína na Amazônia Legal triplicou nos últimos quatro anos. Além do tráfico de drogas e armas, as facções se dedicam a crimes mais específicos da região, como contrabando de madeira e garimpo ilegal. (g1)

E foi o garimpo ilegal no território ianomâmi que fez com que seis polos de saúde fossem fechados, deixando cerca de 4.800 indígenas desassistidos e elevando o número de mortes evitáveis a partir de 2021. Essa é a conclusão de um relatório produzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ao constatar que dois terços das unidades de saúde deixaram de funcionar em algum momento entre 2021 e 2023. (g1)

Cultura

Considerado um termômetro para o Oscar, a 89ª edição do New York Film Critics Awards anunciou os vencedores de 2023. Assassinos da Lua das Flores venceu a categoria de Melhor Filme e Melhor Atriz, com Lily Gladstone, enquanto Christopher Nolan levou a estatueta de Melhor Diretor por Oppenheimer, que também ganhou como Melhor Fotografia. Segredos de Um Escândalo também foi destaque, conquistando o troféu de Melhor Ator Coadjuvante, com Charles Melton, e Melhor Roteiro, para Samy Burch e Alex Mechanik. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá em 3 de janeiro, em Nova York. (Variety)

A Netflix cancelou a série Conquest, estrelada por Keanu Reeves e Bruna Marquezine, e que teve cenas filmadas em São Paulo. A decisão se deve ao “comportamento errático” do diretor e criador Carl Erik Rinsch, acusado de desviar parte do orçamento de US$ 55 milhões para investir em criptomoedas e gastar com itens de luxo, como roupas de grife e carros Rolls-Royce. Disputada entre as plataformas de streaming, a Netflix precisou aumentar a oferta de investimento da produção e dar liberdade criativa e orçamentária ao diretor para superar uma oferta do Prime Video, mas não recebeu qualquer episódio acabado. Rinsch agora cobra US$ 14 milhões por violação de contrato. (Globo)

Morreu ontem, aos 65 anos, Shane MacGowan, vocalista e compositor da lendária banda anglo-irlandesa The Pogues (Spotify). A causa não foi divulgada, mas ele esteve internado recentemente devido a uma encefalite e enfrentou ao longo da carreira problemas com álcool e drogas. MacGowan fundou o Pogues em 1982 quando vivia em Londres, fazendo um som que misturava influências do folk irlandês com o punk rock. Em 1987, o grupo emplacou os sucessos Fairytale of New York (Spotify) e A Pair of Brown Eyes (Spotify), mas a dependência química fez com que MacGowan deixasse a banda em 1991 – a dissolução oficial aconteceu cinco anos depois. Em 2001, todos os integrantes se reuniram e passaram a tocar regulamente no Reino Unido, na Irlanda e nos EUA, mas não gravaram qualquer álbum nesse período. (BBC)

Cotidiano Digital

Após o retorno de Sam Altman ao comando da OpenAI, a Microsoft assumirá uma cadeira no conselho da empresa. Em sua primeira carta oficial depois da crise, o CEO afirmou que a Microsoft será uma observadora sem direito a voto — poderá participar das reuniões e acessar informações confidenciais, mas sem votar ou escolher diretores. Altman também comunicou a saída do cientista-chefe Ilya Sutskever do conselho. Ele foi um dos responsáveis pelo voto a favor da demissão do CEO. (Olhar Digital)

Ontem completou exatamente um ano do lançamento do ChatGPT. O sucesso do robô conversacional de inteligência artificial, que acumula milhões de usuários, revolucionou o mundo e fez com que essa tecnologia dominasse o mercado, provocando debates sobre impactos, segurança e regulamentação. (Deutsche Welle)

A segurança do ChatGPT, aliás, ainda é motivo de discussão. Recentemente, a ferramenta revelou informações privadas como números de telefone e endereços de e-mail. (Olhar Digital)

Meio em vídeo. Pedro Doria e Cora Rónai abordam o fato de uma lei inteiramente escrita pelo ChatGPT ter sido aprovada em Porto Alegre. E falam também das semelhanças entre a discurso religioso e o que envolve a IA. Confira em Pedro+Cora! (YouTube)

Um novo recurso lançado ontem pelo WhatsApp permite esconder conversas com um código secreto além do desbloqueio do celular. Com isso, é possível só exibir as pastas de conversas ocultas ao digitar o código secreto na barra de pesquisa do aplicativo. A novidade será liberada gradualmente para todos os usuários nos próximos meses. (g1)


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Lipofobia, gordofobia, magrelocracia e outros distúrbios sociais são o tema da Curadoria de hoje, apresentada por Bruna Buffara. Toda sexta, às 11h15, no canal do Meio no YouTube. Assista!



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