Edison Leismann deixa HUOP para concorrer à reitoria da Unioeste

04/09/2019 - 16:52
Leismann (com o médico Allan Araújo): concorrer à reitoria da Unioeste Leismann (com o médico Allan Araújo): concorrer à reitoria da Unioeste Foto: Assessoria

Doutor em Economia Aplicada, o professor Edison Leismann, 56 anos, é pré-candidato a reitor da Unioeste na sucessão de Paulo Sergio Wolf, o Cascá, que está no cargo desde 2012. Dr. Allan Cézar Faria Araújo é o nome cogitado como vice da chapa.

“Nossa Universidade está enfrentando desafios nunca antes enfrentados, com mudanças no ambiente externo, de forma que exige boa condução e diálogo principalmente com o Governo do Estado, para acertar e negociar este processo de mudança”, entende Leismann, que atua como professor da Unioeste desde 1992.

“A função de reitor exige boa condução e diálogo principalmente com Governo do Estado para acertar e negociar processos de mudança”.

Casado, dois filhos, uma neta. Pós doutor na área de administração e doutor em Economia aplicada, Leismann

é graduado em Administração e Ciências Contábeis e está na Unioeste desde 1983 (aluno) e 1992 (professor.

Ele disputou a reitoria em 2003 e nas eleições seguintes apoiou primeiro o professor Altevir e as últimas duas vezes o atual reitor Cascá. “Aceitei o desafio principalmente porque a Universidade está enfrentando desafios nunca antes enfrentados, com mudanças no ambiente externo, de forma que exige boa condução e diálogo principalmente com Governo do Estado para acertar e negociar processos de mudança”, detalha ele.

Leismann antevê mudanças também no âmbito federal, acentuando que “há forte tendência do governo do Paraná em se alinhar às políticas do governo federal”.

AUTONOMIA COM RESPONSABILIDADE

Para o pré-candidato, a Lei Geral das universidades, em processo de gestação, visa dar maior autonomia às universidades na questão dos recursos. É preciso ter habilidade, não é mais possível manter a política de avestruz, de enfiar a cabeça no buraco, com visões míopes de negação à realidade.

Reforçando a necessidade de “tomar muito cuidado” para não repetir o que aconteceu com a USP – Universidade de São Paulo, o professor Edison Leismann defende uma autonomia com responsabilidade, “aprimorando o debate, a partir de uma posição estratégica, em consonância com as políticas do governo do Estado.

“O nosso não é um projeto pessoal, mas sim o atendimento de vários grupos de apoio com este mesmo tipo de preocupação com a instituição. A interlocução das várias correntes de pensamento neste momento em que o ambiente externo está em mutação. Podemos sair fortalecidos se soubermos conduzir este processo”.

A eleição na Unioeste (reitoria e campus de Toledo, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão) vai envolver cerca de 15 mil eleitores, entre professores, acadêmicos e servidores.

APOIO DE CASCÁ

Leismann diz estar muito feliz em contar com apoio do professor Cascá, (que foi seu adversário em 2003), a professora e ex-reitora Liana Fuga e “uma alegria intensa com a possibilidade de contar com o doutor Allan como vice.

O HUOP representa em torno de 19 por cento do eleitorado. “Esperamos contar com apoio dos Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, dos setores administrativos e dos setores de apoio, além dos médicos e residentes”.

Dotado de um perfil conciliador, importante na eleição e também no exercício das funções de reitor. Leismann destaca que a Unioeste tem passado ao largo de problemas de corrupção que se tonaram comuns em outras instituições.

Mesmo com os naturais questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que cumpre seu papel, tudo é sempre respondido e equacionado tecnicamente. As contas nas gestões do professor Cascá têm sido aprovadas e com correção e competência, tudo é feito dentro da legalidade.

“Ainda assim devemos ampliar a transparência e comunicação com a sociedade, não deixando dúvidas sobre a adequada utilização dos recursos públicos”.

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Entre as melhores do mundo

A revista inglesa Times Higher Education (THE), publicou ontem, terça-feira (18), o “Latin America University Rankings 2019”, onde estabelece um ranking das melhores universidades da América Latina. A Unioeste aparece na 84ª posição, avançando em relação ao ano passado no quesito “relação com a indústria”, ensino e pesquisa. Essa categoria avalia a transferência de conhecimento observando a receita de pesquisas que uma instituição obtém da indústria. A Unioeste se destaca em inovação e oferta de soluções para a iniciativa privada.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) é a universidade mais bem classificada do Estado do Paraná, saltando da posição 48ª em 2018 para 39ª neste ano. A universidade também se destacou nos critérios de pesquisa e ensino, ficando entre as 29 melhores da América Latina. Ainda aparecem na lista a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a de Ponta Grossa (UEPG).

A classificação utiliza 13 indicadores de desempenho que são aplicados no “The World University Rankings”. São avaliados critérios de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais.

O Brasil é o país mais representado na tabela, conquistando mais de um terço de todos os lugares e seis dos dez primeiros colocados. No total foram 52 universidades avaliadas, 9 a mais do que em 2018.

Segundo o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o ranking demonstra a consolidação do trabalho desenvolvido nas universidades. “As universidades estaduais são polos geradores de conhecimento por meio do ensino, pesquisa e das atividades de extensão. A classificação alcançada no ranking projeta as instituições entre as melhores da América Latina”.

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